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DICAS PARA DOAR E ADOTAR ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO


Vou morrer sem entender porque alguém doa um animal com o qual já conviveu, mas isso acontece muito em nossos dias, talvez fruto desse comércio horroroso de animais, praticado por pet shops irresponsáveis e comerciantes piores ainda que vendem filhotes ilegalmente em feiras e portas de grandes comércios de produtos para animais.


Infelizmente tem gente que acha que por ser barato, ou o preço for parcelado, o filhote bonitinho é um brinquedo, ou um objeto descartável.


E mais infelizmente ainda, existe uma categoria de ser humano- que também não  entendo - que não se apega a nada ou a nenhum tipo de vida. Os asilos e as crianças abandonadas estão ai para confirmar isso.


Outro fator de descarte de animais de estimação é a falta de informação.


Muita gente acha que a pressão de um vizinho ou de um síndico mais prepotente tem o poder de obrigá-la a doar seus animais. Para estes existe uma ótima noticia: atualmente existem várias medidas judiciais (e não judiciais) que resolvem esse problema a seu favor, mesmo contrariando convenções de condomínio.


E quem realmente ama seus animais não se deixa vencer pela primeira cara feia ou nariz torto para seus cachorros ou gatos. Consulte um advogado de sua confiança, porque existem decisões judiciais que permitem até animais de grande porte em condomínios.


Mas existem situações em que donos amorosos tem que doar seus animais, e se você tiver que doar mesmo algum animal, pense e considere estas dicas:


O ideal é você doar o animal para alguém que conheça muito bem, também para não perder o contato com seu bicho.


Se isso não for possível, nunca doe o animal antes de conhecer a casa do adotante. Peça endereço, telefone, xerox do RG ou CPF e de um comprovante de residência do adotante.


Faça-o assinar um termo de responsabilidade – se precisar do termo, escreva-me que  enviarei uma cópia, onde conste que você, ou um representante seu fará visitas ao animal sem aviso prévio.


Se o adotante se recusar a assumir esses compromissos, não doe.


Se seu cão foi criado em ambiente familiar, não doe para empresas, fábricas, estacionamentos, oficinas mecânicas, porque ele sofrerá muito mais.


Também não doe para quem tem canil, que você não conheça e confie muito, a menos que seu animal esteja acostumado a conviver com outros.


Desconfie, e muito, e sempre, de quem só quer adotar cães de raça.


Se essa pessoa fizer questão de que o animal não esteja castrado, fuja!


Alguns destes pseudo adotantes são apenas gigolôs de animais. Querem ganhar dinheiro com venda de filhotes e confinam os pobres em canis pequenos e sujos, tirando crias indiscriminadamente para descartá-los aos 6/7 anos, quando não poderão mais procriar.


São os famigerados criadores de fundo de quintal que têm o único objetivo de ganhar dinheiro fácil esse comercio.


E pense seriamente se você gostaria que seu animal passasse o resto da vida preso em um canil pequeno e insalubre, procriando sem parar?


Na maioria das vezes essas pessoas sequer possuem um canil confortável, a maioria inicia a “criação” com a adoção de uma fêmea ou casal.


E nem preciso dizer que eles não têm qualquer cuidado com a saúde dos bichos. Portanto, só doe o animal já castrado, principalmente se for fêmea, nunca esquecendo que os machos também são usados para reprodução, sendo maltratados sempre e descartado sem a menor pena da mesma forma.


Duas boas dicas para evitar esse tipo de adotante: dizer sempre que o animal já foi castrado e nunca dizer que tem pedigree ou é de determinada raça. Diga apenas o porte ou, no máximo que é um mestiço da raça,


Mesmo sendo uma mentira, isso afasta de pronto esses “comerciantes”.


Cuidado também ao doar para sítios. Ele pode fugir e os caseiros nem sempre cuidam adequadamente do animal. Faça e ajude campanhas de castração.


Seja consciente, contribua para o controle de natalidade animal, evitando nascimentos descontrolados, abandonos e mortes. Ajude também a conscientizar quem nunca teve um animal, que um filhote é bonitinho e dá muita alegria, mas ele também dá trabalho, despesa, cresce e tem uma expectativa de vida de no mínimo 12 anos.


 


obs. Esse artigo pode e deve ser divulgado, uma vez que o objetivo de todas essas informações é evitar que muitos animais sejam abandonados ou transformados em meros reprodutores nas mãos de comerciantes desalmados, porque seu dono não pensou nisso quando levou o “bichinho de pelúcia vivo” para casa.

fonte: Denise Grecco Valente

 


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